A melancolia das noites que passam

constrói no tempo a razão do meu ser.

Ser que padece sobre a realidade acontecida.

Até mesmo o murmúrio dos ventos parem dizer.

A folha que cai serena parece mostrar.

Cabisbaixo vou seguindo os meu momentos.

A cada fato acontecido, um novo compreender.

Hoje a noite chorou para que o vento calasse,

e os sonhos foram profundos na imensidão.

Adentrei a penumbra mas vi a luz.

O mundo iluminado pela sabedoria

que outrora fora esquecida.

Vi em sonhos o caminho real da verdade,

belo e deserto pelo abandono.

Tudo o que digo sob as lágrimas,

vem na sutileza da voz da consciência

para anunciar a estrada ignorada,

que ainda pode ser retomada.

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Poesia de José Carlos Arantes